Ontem foi o aniversário de Gustavo Gutierrez: 93 anos muito bem vividos e com imensa fecundidade espiritual.
Neste 10o domingo comum do ano, o evangelho de Marcos nos mostra Jesus e a comunidade do evangelho em conflito com as pessoas que rejeitam abrir as portas de suas casas e do seu coraçao ao outro e ao diferente.
Celebrar a eucaristia tem hoje um significado profético próprio e muito urgente: colocar-se a serviço de uma sociedade socialista e de comunhão.
Não vai ser fácil formular uma teologia decolonial capaz de descontruir os dogmas formulados pelo Cristianismo vinculado ao império e ao mesmo tempo guardar as riquezas da fé que recebemos como herança dessa história.
Vivemos em um mundo no qual fé e não fé se misturam e existe uma forma de religião que é nociva e provoca o mal. É preciso libertar a fé.
Pentecostes vem nos abrir ao novo e ao desconhecido e nos firmar na utopia do reino. Recebamos este dom.
Assim como hoje se busca uma frente ampla de movimentos sociais e de partidos progressistas para deter a barbárie, é urgente a unidade das Igrejas e das religiões.
Hoje falamos muito em utopias e novo mundo possível. A ascensão de Jesus diz em linguagem religiosa antiga a realização deste sonho e o chamado a todos nós para vivê-lo.
Mais uma vez a Semana da Unidade será celebrada de modo mais virtual do que por reuniões presenciais. É importante que nos unamos na oração.
Neste sexto domingo da Páscoa que coincide este ano com o dia das mães, o texto do evangelho lido nas comunidades (Jo 15, 09 - 17) contém as palavras mais preciosas de Jesus para as nossas vidas.