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Conversa, quinta feira, 16 de junho 2016

Todo mundo fala em crise e especificamente crise econômica. No mundo inteiro, as empresas reduzem custos. O comércio menor fecha as portas. O desemprego aumenta. As pessoas que compraram bens de consumo agora têm mais dificuldade para pagar. No entanto, se olhamos mais profundamente, de que crise se trata se a riqueza bruta do mundo aumenta? Se no Brasil os bancos lucram 400% ao ano. Que crise se as riquezas dos mais ricos aumentam cada vez mais? É crise ou é estratégia usada pelo sistema para diminuir os direitos dos trabalhadores, convencer a classe pobre a aceitar a ter menos para que eles tenham mais?

Conheci agora há pouco um caso bem exemplar. Um milionário perdeu uma irmã que vivia em comunidade religiosa com outra. E ao morrer, deixou um dinheiro bom que deveria assegurar a vida da outra já idosa. Só que não deixou especificado. O homem como irmão era o herdeiro mais próximo e levou tudo para ele. A irmã velha, sozinha e sem recursos, entrou em situação de carência. Os amigos apelaram para que ele a ajudasse (baseados no princípio de que ao levar o dinheiro todo, ele levou também uma parte a qual ele não teria direito - a parte da outra). O homem respondeu que nessa crise atual a aposentadoria dele tinha baixado e ele não está em condições de fazer caridade...

É exatamente isso o que os arautos da crise econômica fazem. Tiram dos pobres o que podem tirar e depois falam em crise para dizer que não podem fazer nada para mudar a situação. É preciso nos organizar para mudar a própria lógica econômica e enfrentar essa ética anti-ética do Capitalismo depredador. 

Marcelo Barros

Camaragibe, Pernambuco, Brazil

Sou monge beneditino, chamado a trabalhar pela unidade das Igrejas e das tradições religiosas. Adoro os movimentos populares e especialmente o MST. Gosto de escrever e de me comunicar.

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